quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Faxina em casa (e na alma)



Se os armários de sua casa estão lotados, algumas roupas sem uso, louças trincadas, objetos ocupando espaço há anos, só porque comprou por impulso ou ganhou de alguém especial, mas não tem nada a ver com você, pilhas de revistas e papéis "vencidos", inclusive, em arquivos eletrônicos, está na hora de colocar a mão na massa e fazer uma faxina geral "no recôndito de seu lar". Você se desfaz dos excessos, ajuda quem está precisando e deixa a casa parecendo nova para a entrada do novo ano que se aproxima.

Mudanças podem gerar um certo desconforto, dar um certo trabalho, mas "passar as mãos" por todos os cômodos de sua casa (ou ap.), reorganizar, trocar objetos, atualizar porta-retratos, doar roupas ou utensílios a quem precisa, gera um prazer e bem estar enormes.

Reúna a família para um balanço geral e conversem sobre o ano que passou e planejem coisas novas para o ano novo que se aproxima. Em grupo, este tipo de trabalho pode ser bem divertido. Oriente seus filhos (eles também deverão doar brinquedos em bom estado), todos os membros da família e não deixe que ninguém recuse dar uma ajudazinha, por menor que seja.

Mas veja bem, tudo tem que "receber seu toque": salas, quartos, banheiros, cozinha, escritório, jardim, sacadas, áreas de serviço e até mesmo os "famosos quartinhos" entulhados de coisas que você jamais usará. Se não der para trocar móveis, pinte ou troque os tecidos dos estofados, os tapetes, os objetos de lugar. Mesmo com a aparente crise dá pra usar a imaginação e criar algo novo, por menor que seja.

Limpar a casa, esvaziar armários, mudar o que pode ser mudado e reciclar, é uma boa forma de renovar as energias. Mas "limpar a alma" também é fundamental. Recebi o texto abaixo e achei fantástica a forma como o autor colocou os procedimentos para limpeza da alma:

Dia de Faxina
Estava precisando fazer uma faxina em mim... Jogar alguns pensamentos indesejados para fora, lavar alguns tesouros que andavam meio enferrujados... Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais. Joguei fora alguns sonhos, algumas ilusões...

Joguei fora a raiva e o rancor das flores murchas que estavam dentro de um livro que não li. Olhei para meus sorrisos futuros e minhas alegrias pretendidas... E as coloquei num cantinho, bem arrumadas.

Fiquei sem paciência!... Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão: Palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de um amigo(a), lembranças de um dia triste... Mas lá também havia outras coisas... e belas!

Um passarinho cantando na minha janela... aquela lua cor-de-prata, o pôr do sol!... Fui me encantando e me distraindo, olhando para cada uma daquelas lembranças. Sentei no chão, para poder fazer minhas escolhas.

Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou. Peguei as palavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima, pois quase não as uso, e também joguei fora no mesmo instante!

Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o que farei com elas, se as esqueço lá mesmo ou se mando para o lixão.

Aí, fui naquele cantinho, naquela gaveta que a gente guarda tudo o que é mais importante: o amor, a alegria, os sorrisos, o perdão e.... Fé para os momentos que mais precisamos...

Como foi bom relembrar tudo aquilo!

Recolhi com carinho o amor encontrado, dobrei direitinho os desejos, coloquei perfume na esperança, passei um paninho na prateleira das minhas metas, deixei-as à mostra, para não perdê-las de vista.

Coloquei nas prateleiras de baixo algumas lembranças da infância, na gaveta de cima as da minha juventude e, pendurada bem à minha frente, coloquei a minha capacidade de amar... e de recomeçar...
Autor desconhecido

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