terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Dalton Rangel abraça causa da ABRAF

Dalton Rangel vestiu a camiseta da ABRAF (Associação Brasileira de Amigos e Familiares de Portadores de Hipertensão Pulmonar) para participar da campanha Perca o fôlego pelos pacientes com hipertensão pulmonar.

O chef do Hoje em Dia e do Homens Gourmet postou uma foto em suas redes sociais usando a camiseta da campanha e chamando atenção para a causa: “Galera, a hipertensão pulmonar causa o aumento da pressão nas artérias do pulmão, não tem cura e é dificilmente diagnosticada! Visto essa camisa apoiando a campanha da ABRAF, ‘perca o fôlego pela hipertensão pulmonar’, para alertá-los dos principais sintomas: *Falta de ar; *Fadiga; *Cansaço”, escreveu Dalton Rangel.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O inferno do Nomadismo, por Heródoto Barbeiro

Na semana passada, o mundo ficou chocado e ainda mais triste com a cena de Aylan Kurdi,  menino sírio de 03 anos, que apareceu morto com o rosto quase enterrado à beira-mar na praia turca de Ali Hoca, no vilarejo de Bodrum. 

O jornalista e âncora da Record News escreveu um texto bem esclarecedor sobre o drama que vivem famílias de refugiados, cuja intenção é deixar o sofrido lugar de origem para se agarrar a uma chance de vida em destino desconhecido e numa travessia repleta de riscos.



Por Heródoto Barbeiro



Uma das grandes conquistas da civilização se passou quando grupos humanos chegaram à beirada de grandes rios. Vinham de locais contíguos tocados pela fome e a perseguição aos animais que procuravam água. Eram caçadores e coletores de frutos. Não podiam viver sem a caça, por isso migravam atrás dela. O encontro com os rios, a descoberta dos metais moles, mas bons para as ferramentas que pudessem  remexer as margens barrentas, contribuíram para a revolução do neolítico. Uma de suas características foi a troca do nomadismo pelo sedentarismo. Este pressupunha segurança, constituição de povoados, organização mínima da produção, e os primeiros passos para a criação de um poder estatal e religioso, que quase sempre ser confundiam. O rio ganhou espírito, alma, representação no panteão dos deuses e as preces pela bonança da colheita. Com isso a fome se atenuou e o ser   humano se estabeleceu em palafitas sobre as águas. Ficou para trás os tempos de mudar constantemente de lugar para lugar em busca da sobrevivência. O advento da sociedade hidráulica, entre tantas outras conquistas consolidou o homem na sua casa, na sua vila, no seu reino, ao lado do seu templo e no meio de sua família. 

Migrações em massa são sempre provocadas por grande desgraças. Como a perpetuada pelos colonizadores para tirar proveito do Brasil. O tráfico de escravos trouxe aproximadamente três milhões e meio de imigrantes da África para o Brasil. Foram obtidos por raptos, guerras de todo tipo ou pela compra através de troca de produtos coloniais como rum, fumo  de terceira categoria ou cachaça. Essa migração foi contínua uma vez que era adequada para o sistema colonial vigente. As populações eram aprisionadas, enfiadas nos porões dos navios negreiros, suas aldeias eram destruídas e liquidados os  clãs e as famílias. Era uma migração forçada, na época da acumulação capitalista. Durante trezentos anos essas pessoas chegaram ao Brasil negociadas como mercadorias, sem direitos de qualquer espécie, e com a vida curta sob o sol e debaixo do chicote. A estabilidade da aldeia originária com seus costumes, cultura, modo de vida acabou. Eram migrantes, podiam ser vendidos e transportados de um lado para o outro para trabalhar ora na cana de açúcar, ora no ouro ou café.  

As guerras atuais mostram que o poder de arrancar as famílias de suas casas, as crianças das escolas aumentou na proporção que o armamento e a estupidez cresceram no Século 21. Segundo a ONU há 60 milhões de refugiados no mundo. Os motivos das perseguições são a recusa de quem não quer se dobrar diante da violência, da falta de democracia e liberdade de cultuar os seus deuses e ancestrais. Fugiram do massacre, do estupro, da bit-escravidão, dos bombardeios em massa. Recusaram-se a aderir a uma religião e a um modo de vida que não queriam. Por isso foram  mais torturados. Fuzilamentos, massacres, genocídios e degolas são o motor dessa transumância contemporânea. Fugir, não importa para onde. Deixar o inferno para trás. Procurar uma réstia de sol e de esperança nem que seja preciso se lançar no mar, arriscar a vida nas ondas, ou deixar o corpo de uma criança afogada na praia.

Heródoto Barbeiro é Jornalista, âncora do Jornal da Record News e do R7, ex-apresentador do Roda Vida da TV Cultura e do Jornal da CBN. Ex diretor e gerente de jornalismo do Sistema Globo de Rádio-SP. Foi professor de história da USP. Autor de dezenas de livros. Ganhou os prêmios Ayrton Senna, Líbero Badaró, UNESCO, Associação dos Economistas, APCAs, Comunique-se dentre muitos outros. É proprietário da Reserva Mahayana na Mata Atlântica e apoiador da SAT – Sociedade Ambiental (Amigos) de Taiaçupeba.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Rafael Barreiros lança o primeiro financiamento coletivo para imersão em canto no Brasil

Professor de técnica vocal dará aula de técnica vocal em estúdio no interior paulista, onde já gravaram nomes como Ivan Lins, Monica Salmaso e a banda 5 a Seco

O Coordenador e instrutor vocal do IVA (Institute for Vocal Advancement), Rafael Barreiros tem um sonho: "Gostaria de desmistificar o canto, gostaria que todas as pessoas que se interessam por isso se sentissem à vontade para saber mais e praticar".  
 
 
Com essa ideia na cabeça, Rafa se uniu ao produtor, músico e compositor Rafael Alterio, o Garga, proprietário do Sol&Lua Estúdio, mais conhecido como Gargolândia, para promover uma imersão no local em que o aluno vai poder viver um fim de semana de artista, o que quer dizer que terá a paz de um refúgio do estúdio localizado em Alambari, no interior paulista, mas com acesso ao que há de melhor em tecnologia para gravação de música. Segundo Garga o local é uma espécie de santuário, onde a inspiração e a criação acontecem. Algo mágico. 
Além dessa "infra", o aluno terá aulas de como se apoderar de seu potencial vocal com Barreiros, que por experiência própria vai demonstrar como utilizar melhor a voz, "Já sou músico há muitos anos e no começo me considerava um cantor de segunda classe, por isso fui atrás da técnica e é o que quero passar no curso". No segundo dia, mais uma injeção de conhecimento com aulas do produtor Alê Siqueira, que já trabalhou com Marisa Monte, Carlinhos Brown separadamente, além de ter produzido o álbum dos Tribalistas, colaboração de Monte, Brown e Arnaldo Antunes. 
 
Serão dois dias de imersão: 17 e 18 de outubro. Para participar do fim de semana todo, o apoio é de  R$900,00. Só para sábado, é de R$ 450,00.
 
Sobre Rafael Barreiros - Vocal Coach e Preparador Vocal
Rafa Barreiros tem estudado e ensinado canto continuamente desde 1998 e trabalha com alguns dos melhores preparadores vocais do mundo. Músico desde os 8 anos, já performou como cantor, band leader, baterista, baixista, guitarrista, compositor e produtor vocal. Por mais de 20 anos ensinou violão popular em diferentes escolas de São Paulo. De 2008 até 2013 trabalhou como professor certificado pelo método Speech Level Singing – SLS. Em Abril de 2013, deixou a organização SLS para trabalhar com uma seleção de professores internacionalmente renomados, com o objetivo de construir uma nova e moderna organização para treinamento de professores na área do canto – The Institute for Vocal Advancement (IVA). É também Coordenador Mundial de todos os Area Representatives (AR) do IVA.
 
Saiba mais no site:

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Sula Miranda: cheia de estilo e boa forma com o passar do tempo...

Que brasileiro nunca ouviu falar da “Rainha dos Caminhoneiros”, ou da “Musa Cor de Rosa” que paralelo a esses títulos tão honrosos considerados por ela, também atuou como apresentadora de vários programas femininos e sempre achou muito gratificante e enriquecedor? “Aprendo muito sobre todos os assuntos como saúde, beleza, culinária, decoração, transportes. É uma troca de experiências diária. Uma oportunidade de compartilhar conhecimento, sentimentos, e o melhor..., crescer.”, explica Sula Miranda que aos 51 anos de idade e cheia de estilo, está de bem com a vida e curte o que considera ser sua melhor fase


E mesmo com uma agenda lotada, Sula nos recebeu e atendeu ao pedido do Universo de Rose - nos contou outros segredinhos básicos para manter a saúde, o corpão e a felicidade. Vamos lá? Só clicar! http://www.universoderose.com.br/dieta-dos-famosos/item/1379-sula-miranda-cheia-de-estilo-e-boa-forma-com-o-passar-do-tempo.html


Bem Vindo, Setembro!!!


sábado, 29 de agosto de 2015

Olhar embevecido



Por Edelba Carvalho
Hoje no finalzinho da manhã, já bem próximo do meio dia,  saindo de uma agência bancária, me chamou a atenção a figura de  menino, parado bem ao lado da porta.
Estava em pé, estático, com a mão esquerda apoiada no  parapeito de um alambrado de segurança que separa a saída principal da saída para a garagem.
 Engraçado que ele estava de costas para mim, mas  caminhando, ao ver a sua figura, foi como se um ímã atraísse o  meu olhar, pois quando passei por ele, fui compelida a olhar do lado  e observar a sua pessoa.
Era um garoto magro, de feições singelas, olhos grandes, moreno claro, de cabelos pretos e dentes grandes, largos e bem  brancos.
Trajava moletom vermelho apagado pelo uso, com mangas não tão longas como deveriam estar, e calça escura, meio tipo pula-brejo, daquelas que se passa do irmão mais velho para o mais novo, sapatos surrados pelo uso. Porém, as roupas bem limpas e  passadas e sapatos em ordem. 
Estava ali inerte, quem sabe esperando a mãe que fora lá raspar o restinho de uma poupança para uma necessidade urgente?
Ou quem sabe, esperasse pelo pai que lá dentro tentava um empréstimo para um fim determinado?
Quem sabe?
Mas o que realmente me prendeu a atenção não foi o seu vestir e muito menos o seu calçar, nem ao mesmo o fato dele estar  ali, mas sim o seu olhar.
 Ele tinha um olhar absorto, totalmente embevecido!
Olhava fixo para um ponto perdido no nada.
Quase quis acompanhar o seu olhar, para tentar descobrir o  que tanto lhe deslumbrava.
Era um olhar atento, esperançoso, desejoso, sonhador, daqueles que faz a boca se abrir e congelar em forma de um quase  sino!
Um olhar encantado, daqueles que a gente fica, com os olhos distantes...
Um olhar enlevado, daqueles que a gente fica, quando sonha acordado...
Um olhar extasiado, daqueles que a gente fica, quando algo chama a nossa atenção, e nos convida a viajar...
Ao longo da vida, infelizmente muitas vezes perdemos esse olhar.
O menino e o seu olhar!
Um olhar embevecido!

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